Podia ter sido você. Mais do que isso talvez pudesse ter
sido eu. Eu que sempre achei que a gente escolhesse o par pela cor
que fazia vibrar o coração ou pelos percalços que causassem aos olhos. Podia ter sido então na primavera ou no calor escaldante do
verão. É que eu nunca gostei de usar casaco e o frio daqui congelava além do
que os ossos já puderam suportar. Então foi que eu achei que também isso desse
para se escolher: aquele alí do canto moço. De barba rala, de camisa clara.
Aquele moço, aquele que olha para o outro lado porque eu nunca tive preguiça de
ensinar a direção. Mesmo que sequer eu saiba usar navegador ou contar estrelas
ou pontos ou qualquer iluminação que possa significar endereço, seta ou
caminho. Me perco todas as vezes que eu pego a esquerda quando lá atrás o mapa
dizia direita. É que tem concerto não: a gente escreve com um lado e a gente
sente é com o outro. Sina de dividir. Sina de sentir, demais.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Mãe é todo dia.
- É para quando tu virares uma.
Foi essa a resposta que eu recebi de uma senhorinha muito simpática quando eu, antecipadamente, a felicitei pelo dia de hoje e ela retribuiu dizendo, para ti também.
Foi essa a resposta que eu recebi de uma senhorinha muito simpática quando eu, antecipadamente, a felicitei pelo dia de hoje e ela retribuiu dizendo, para ti também.
Impossível falar em dia das Mães sem que nos lembremos das nossas.
Eu e a minha tivemos nossas fases como deve ocorrer em todos os lares assombrados por essas mulheres modernas que muitas vezes trocaram o brincar no chão com os filhos pela matemática da vida que é trabalhar fora.
E não, não acho errado isso não. E realmente a gente percebe que o tempo é aquilo que só faz bem. Ele passa, vem e vai e nós, com um pouco de esforço e sorte, vamos nos moldando e crescendo e deixando aquelas birrinhas de lado e a chupeta pelo caminho. Cada dia, perdoo mais a minha mãe pelas vezes em que ela demorou a me buscar na escola, pelas vezes que me “incentivou” a escolher a minha própria roupa. Pelas vezes que deixou bem claro que o material da escola era minha tarefa lembrar e organizar. Pelas vezes que ela não deitou comigo na cama até eu pegar no sono contando historinhas... achamos que não, mas toda mãe é de muita carne e pouco osso. São esses tropeços que nos fazem fortes, que as vezes possibilitam que amadurecemos jovens e que nos ensinam que o não talvez seja a melhor forma de amor.
Não podemos as ter por perto a vida toda, então, que nossa gratidão e reconhecimento sejam sempre maiores que qualquer pontinha de remorso. Porque alguém já disse por aí que “toda relação é um presente”.
Um desde já feliz dia das Mães àquelas que já o são, e as que como eu um dia pretendem ser a extensão da sua própria.
Eu e a minha tivemos nossas fases como deve ocorrer em todos os lares assombrados por essas mulheres modernas que muitas vezes trocaram o brincar no chão com os filhos pela matemática da vida que é trabalhar fora.
E não, não acho errado isso não. E realmente a gente percebe que o tempo é aquilo que só faz bem. Ele passa, vem e vai e nós, com um pouco de esforço e sorte, vamos nos moldando e crescendo e deixando aquelas birrinhas de lado e a chupeta pelo caminho. Cada dia, perdoo mais a minha mãe pelas vezes em que ela demorou a me buscar na escola, pelas vezes que me “incentivou” a escolher a minha própria roupa. Pelas vezes que deixou bem claro que o material da escola era minha tarefa lembrar e organizar. Pelas vezes que ela não deitou comigo na cama até eu pegar no sono contando historinhas... achamos que não, mas toda mãe é de muita carne e pouco osso. São esses tropeços que nos fazem fortes, que as vezes possibilitam que amadurecemos jovens e que nos ensinam que o não talvez seja a melhor forma de amor.
Não podemos as ter por perto a vida toda, então, que nossa gratidão e reconhecimento sejam sempre maiores que qualquer pontinha de remorso. Porque alguém já disse por aí que “toda relação é um presente”.
Um desde já feliz dia das Mães àquelas que já o são, e as que como eu um dia pretendem ser a extensão da sua própria.
domingo, 5 de maio de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Demorei para vir aqui e falar de vocês porque é isso o que
acontece com aquelas pessoas pelas quais eu nutro bons sentimentos. Eu tropeço
na frente de quem amo e, é assim.
Dizer que o acaso nos reuniu, que dentre
tanta gente no mundo eu encontrei vocês é lugar comum e ainda assim é muito de
verdade. Somos um C, um P e um M, cheios em si e ainda assim passíveis de
acolher umas às outras.
E daquilo que podia ter servido só para uma conversa
boba de bar, entre goles ou entre soluços, nasceu o que muito merece ser
cultivado e que me orgulha todos os dias: nossa amizade.
Conviver com vocês, de forma intensa ou esporádica, faz sim,
meus dias mais felizes. E nessas esquinas que cortam as nossas vidas, já são
também meu porto seguro; quem entende com os olhos e fala com o coração.
Dividi
com vocês dias mágicos e ensolarados de um calor quase insuportável no peito
porque assim são os dias felizes. A cada passinho que nossos pés deram mais eu
tinha certeza de que estava no lugar certo com as pessoas certas.
Vocês são incríveis,
são lindas. São lindas de alma. Gente que dá a mão, o braço e bronca porque
dividir é sempre somar.
Agradecer por fazerem parte de bons momentos é reconhecer
que para ser feliz precisamos de nós e dos outros. Vocês são especiais e para
sempre no lado esquerdo.
Que sempre tenhamos bons momentos e boas histórias.
Bom humor e muita sorte. Que o destino nos sorria e nos queira bem. Que
possamos ser bem umas às outras e que outros capítulos venham.
Obrigada por tudo.
Com todo carinho do mundo,
Carol
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