terça-feira, 9 de abril de 2013


Pierrot.

E ai? E ai parecia que não existiria um dia sem você aqui do lado. E eu nunca quis acreditar que um dia isso também fosse acontecer. 

Foi que a gente se achou aonde a maioria das pessoas se perde. Foi que a gente se quis sem ao menos olhar para o lado. 

Foi que a melodia correu leve, assim como os passos da dança que sincronizou do começo ao fim.

Foi tão assim que dava para sentir a brisa do verão em todas as noites que as janelas não cerraram. Nem medo do escuro e nem de eletricidade: eu não te jogaria daqui por nada.

E foram também as gargalhadas mais gostosas: embora eu nunca sentisse cócegas, todas as borboletas, aqui, dançam comigo.

Teve uns pingos de café que mancharam a tua camisa branca só por assim dizer que deixei a marca: escura e borrada como tudo aquilo que não se tem muita certeza.

E sentei de ser feliz no chão, sem dor e nem pudor caminhei de meias brancas: um pouco de ousadia é sempre sedução.

Um pingo no olho, uma piscadela para o garçom e um circo a nossa espera: que rufem os tambores, sempre tem espetáculo.

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